Hel?, meus caros leitores! ??
Este capítulo vai ser mais tranquilo do que os outros, ent?o respirem fundo… e n?o se assustem se n?o houver explos?es ou gritos infernais por aqui.
Ah, e sobre trilha sonora… eu realmente n?o sei o que recomendar dessa vez. Se vocês tiverem alguma sugest?o, manda aí! Vou adorar discutir com vocês, mesmo que, no fim das contas, n?o seja t?o importante assim. Quem sabe a gente descobre juntos a música perfeita para uma casa que sobrevive a 200°C?:3
O crepúsculo espalhava-se de leve pelo vale incandescente quando Shade e Kairn deixaram para trás o turbilh?o da fuga. Atrás deles, passos apressados e respira??es ofegantes ecoavam, distantes, abafados pelo ar denso e quente. O caminho estreito entre as árvores conduzia a um silêncio pesado, quase desconfiado. Kairn caminhava à frente, as m?os espalmadas para conter a fornalha que ainda rezumava de seu corpo, mas havia em seu semblante um sorriso contido, quase brincalh?o — mas n?o totalmente confiável. Shade, atrás, sentia cada músculo vibrando, alternando entre o compasso frenético da luta e o ritmo lento do terreno escaldante.
– Ent?o é por aqui, no fim das contas…
disse Shade, quase para si mesma, observando o ar que tremeluzia sobre o ch?o negro.
– Sem incêndios ou bestas famintas pelo caminho? Eu até queria comemorar, mas… n?o sei se o planeta aprova meus passeios desleixados.
O sarcasmo dela n?o escondia a curiosidade, ou a cautela.
Kairn olhou por cima do ombro, com um sorriso que misturava paciência e cálculo.
– "O mundo é mais resistente do que você imagina, Shade. Mas também é imprevisível."
Ela ergueu uma sobrancelha, desconfiada.
– Nos estamos indo pra… onde exatamente?
Descendo a colina suave, chegaram a um bosque onde o ar escaldante parecia vivo. As árvores ígneas, com troncos negros e folhas metálicas, absorvem o calor intenso do solo e irradiavam um calor que n?o queimava, mas mantinha os sentidos em alerta. Alguns ramos tinham veias translúcidas que brilhavam com luz metálica, repelindo efeitos mágicos e prevenindo qualquer dano extremo.
Shade tocou um ramo, desconfiada:
– Essas plantas… elas sobrevivem a sei lá... 200°? N?o queimam nem um pouco?
– "Elas n?o só sobrevivem…"
Kairn respondeu, desviando o olhar, como se cada gesto fosse medido.
— Elas se alimentam do calor, e alguns ramos absorvem metais e minerais do solo chamados de lápis sigillis para refor?ar sua própria estrutura. é uma prote??o natural.
O ch?o negro e flexível, coberto por um musgo escuro-azulado, parecia responder a cada passo dela, absorvendo peso e calor, mas de forma quase consciente. Shade n?o confiava totalmente na sensa??o de seguran?a, e Kairn parecia notar isso, sem se incomodar, apenas mantendo distancia suficiente para n?o revelar inten??es.
à frente, a casa surgiu entre o nevoeiro quente, erguida sobre pilares de pedra negra. A madeira e os metais de sua estrutura pareciam fundidos com ramos encantados das árvores ígneas, moldados como se o bosque tivesse crescido junto dela. Janelas arredondadas exalavam um brilho alaranjado, mas n?o transmitiam calor agressivo. A casa respirava, vigiando os visitantes sem tocá-los.
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– Uau…
Shade murmurou, cautelosa.
– Nada aqui parece… normal.
Kairn pousou uma m?o breve sobre o ombro dela, rápido demais para ser reconfortante, mais como um teste.
– "Para ajudar sua imagina??o: a lua, as estrelas e um céu noturno politeísta. Vê alguma ordem cósmica nisso?"
— q foi doido… ?~?
Shade respondeu, desconfiada e divertida ao mesmo tempo.
Kairn sorriu, mas havia algo nos olhos dele que deixava claro que n?o se podia confiar totalmente em cada palavra.
– Uma casa tranquila de montanha, acho que se encaixa no cenário.
Ele observou o ambiente antes de entrar, com cuidado.
– "Mas vá devagar na análise arquitet?nica, ou derruba todo o mistério."
A porta de madeira maci?a rangeu suavemente sobre dobradi?as invisíveis. Assim que passaram, a claridade alaranjada do interior os envolveu. O ar exalava aromas mistos: ervas defumadas, madeira aquecida e ambar quente. A casa parecia viva, regulando o calor e a umidade com precis?o quase consciente. Shade manteve a m?o próxima ao seu bico, desconfiada até do próprio conforto.
– Acho melhor limpar esse vapor…
comentou, abanando-se levemente.
– Se continuar desse jeito, vou reclamar que essa “sauna do mago” é desleixada.
Kairn riu baixo, sem se aproximar demais.
– "Você se acostuma."
Ele disse, casual, mas seus olhos observavam cada gesto dela.
– "A casa tem seu jeito acolhedor, mas n?o se engane. Ela também observa. Como tudo neste planeta distópico."
O corredor era aberto, com tape?arias ondulando suavemente como se tocadas por uma brisa invisível. Shade tocou algumas folhas de plantas iridescentes: duras, metálicas, com veios brilhando, de agora descoberto lápis sigillis. O toque era seguro, mas ela permaneceu alerta, desconfiando de cada rea??o da casa, e de Kairn.
– N?o me leve a mal, mas parece que essa casa aguenta até melancolia… e provavelmente sarcasmo também.
Shade disse, de olhos estreitos, testando a rea??o dele.
Kairn passou por trás dela, mantendo a distancia, mas apoiando o bra?o sobre o encosto de uma cadeira próxima:
– Ela faz piadas sozinha quando estamos longe.
Seu tom era leve, mas n?o totalmente confiável.
– Ninguém aqui vai desabar de tédio. Mas hoje… ela está quieta, esperando nossa chegada.
Shade tirou a capa, sentindo o tecido áspero ainda quente pelo suor e pelo calor do planeta. Ao deixar a capa sobre uma superfície que parecia absorver calor e peso, notou que secava quase instantaneamente. A mesa de jantar tinha chá fumegante e o que parecia ser biscoitos, mas Shade permaneceu desconfiada, observando cada detalhe da mesa e cada gesto de Kairn.
– Você almo?ou demais ou achou que ia trazer visitas?
disse, arqueando o cenho.
Kairn apoiou-se no encosto de uma cadeira, mantendo distancia segura:
– "Meus pais sabiam que você viria. Ent?o prepararam isso… mas n?o se engane. Mesmo aqui, n?o confie totalmente."
Shade soltou um meio sorriso, mas manteve a m?o próxima ao bico.
– Observa??o justa… (Qq ele falou ;-;? Ah, foda-se, vou fingir de fodona)
murmurou por cima do ombro, fingindo calma.
– Vou me divertir descobrindo isso com calma. Por enquanto, o calor n?o me incomoda mais do que a sua insistência em ser misterioso.
Kairn deu de ombros, pegando algo para beber:
– Chá de jakis?
Shade assentiu, sem saber do que se tratava, mantendo um olhar atento a cada passo dele.
Enquanto ele se movia pela cozinha, Shade observava as paredes com rodapés entalhados em desenhos sinuosos, e um voo de mariposas luminescentes lan?ando clar?es azuis pelo corredor. Cada detalhe sugeria vida e vigilancia. Ela sentiu que a casa sabia que eles estavam ali… mas n?o se podia confiar completamente nela.
Shade respirou fundo, mantendo-se alerta, e permitiu-se apenas um instante de cautelosa curiosidade.
Fim do capítulo 10, parte 1 :3, eu separei em duas partes para vocês n?o ficarem tipo... "Meu deus... 2500 palavras em um capítulo;-;... Que porra Tamashiro ;-;" bom, ela sairá amanh?, entre os horários de: 7-10 da manh?, ou 3-8 da noite, bom, t? curioso se vcs v?o gostar:3

