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Capítulo 06 Império e Igreja

  Em um restaurante próximo ao hotel Maria, Doam e Marcus estavam em uma mesa próximo a uma janela enquanto a brisa passava pelos seus rostos. Os clientes conversavam e andavam de um lado para o outro, alguns saindo, outros entrando e os gar?ons de mesa em mesa anotando pedidos. O ambiente era barulhento e perante isso eles conversavam.

  - A quest?o maior agora é como encontrar uma mulher. - Eles estavam discutindo como encontrar uma mulher, afinal, além do rosto, n?o sabiam de nada. Doam lembrou dos artistas que Marcus utilizou e referiu - Esses artistas podem ser usados ??para localizá-la ?.

  - Ele é capaz, mas n?o podemos usá-lo. é preciso de uma parte do corpo do alvo e estar em uma certa área próxima do alvo, em Asthorn, demorei 4 anos para achá-lo. - Disse enquanto suspirava. Nesse momento uma mulher se aproxima deles lentamente, Marcus sente um arrepio, Doam permanece pensativo sem perceber, ao ver a express?o estranha de Marcus disse - Algo está errado ? -

  - você n?o está se sentindo? Marcus mostrou surpresa e planejou falar, quando de repente descobriu que havia uma mulher entre eles.

  - Ouvi que vocês est?o procurando uma pessoa e n?o sabem como acha-la, é isso mesmo ? - a mulher desconhecida disse enquanto sorria, ela tinha cabelos cacheados longos e pretos que chegavam na cintura, seus olhos castanhos brilhavam com a luz solar que vinha da janela, real?ando sua pele branca, suas bochechas eram volumosas e em seus lábios finos estava um batom preto, que combinava com seu vestido preto, que tinha listras em formas circulares ao redor dele.

  - Como você conseguiu ouvir? Marcus perguntou enquanto se mantinha tenso preparado para qualquer suposto ataque - Mas antes que a mulher respondesse, Doam perguntou - consegui ouvir o quê ? Nesse momento o Mascus mostrou uma express?o de confus?o. - você n?o consegue vê-la? -

  - tem alguém aqui? Doam n?o sabia que express?o fazer e confus?o.

  - Ele n?o me consegue ver, nesse momento só você me consegue ver. Qual a sua resposta? - A mulher se referia à primeira pergunta que havia feito.

  - E você, quando vai me responder? - Marcus n?o sabia como a mulher havia escutado. Ele tinha VOG da verdade, conseguiria perceber caso alguém estivesse mentindo e também poderia impedir a verdade até certo ponto, impedindo que as pessoas entendessem as verdades que pronunciavam, as pessoas ouviam, mas n?o coisa com coisa, fazendo as pessoas ignorarem eles.

  A mulher comunicada e Marcus se sentiram amea?ados. Ele n?o sabia nada sobre os poderes da mulher. Era burrice atacar alguém sem saber de seus poderes antecipadamente, já que caso você n?o saiba qual poder seu oponente tem, é fácil se ver em situa??es que poderiam enfraquecer ou anular seu próprio.

  Caso alguém com um VOG do fogo ataque alguém que possua autoridade de água, ele estaria em completa desvantagem, claro, há certos fatores que podem influenciar o resultado.

  - O que você quer? - Marcus fez uma pergunta crucial.

  - você n?o quer encontrar alguém? eu encontrarei pra você - Disse ela enquanto sorria, em nenhum momento ela havia tirado o sorriso do rosto, o que mascarava perfeitamente seu interesse, que deixava Marcus mais e mais desconfiado.

  Durante todo esse tempo, percebendo que n?o via a mulher com quem Marcus estava conversando, Doam encontrou quieto esperando que tudo acabasse, mas atento a tudo ao seu redor.

  - Mas o que você quer em troca? - Perguntou sabendo que nada no mundo era de gra?a.

  - n?o é algo para você se preocupar... - Marcus estava reflexivo, seria t?o fácil achar a mulher ? Antes ele tinha um artefato, algo que estava sob seu controle, mas agora além de desconhecido, ele n?o tinha controle algum.

  No mundo existem diversos seres poderosos que se mantém ocultos do mundo, ela seria um deles ? Tem motivos ocultos ? seria aliada na superfície ? N?o havia como saber, tudo que a mulher disse era verdade ou fugia da pergunta evitando a verdade, com isso ele desistiu de fazer perguntas críticas, já que ela fugiria ou só n?o responderia.

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  Seu VOG da verdade n?o era onisciente.

  Apesar de estar perto de obter um VOG nível alfa, ele tinha apenas ?mega e quanto à Doam, tinha apenas VOGs betas. Com o objetivo de se manter oculto ele desacelerou seu avan?o para n?o chamar aten??o.

  Apesar de tantos pensamentos hesitantes, ele aceitou. - Tudo bem! - Ele estendeu a m?o e a imagem da mulher apareceu.

  - Verdade, é um poder incomum. que tal uma gota do seu sangue para que eu possa entrar em contato quando achá-la ? -

  - Isso n?o vai acontecer! - dar a gota do seu sangue a alguém é extremamente perigoso, assim como Marcus fez para encontrar Doam, quem possuir seu sangue pode encontra-lo diretamente, também poderá machucá-lo, entre diversas outras coisas. - Apenas avise ao hotel maria. -

  - Quanta cautela. quando a encontrar avisarei. - Ela desapareceu com um puff e uma névoa preta emanou e desapareceu no ar. O ambiente n?o mudou em nenhum momento, a conversa, movimento das pessoas, nada mudou antes, durante ou depois da mulher misteriosa.

  - Ela já saiu. Marcus informou a Doam. Antes que Doam perguntasse o que havia acontecido, explicou todo o ocorrido.

  - Ela parecia ser do tipo da oculta??o de nível ?mega, no mínimo. Mas se fosse o caso ela teria me matado, ent?o por que me deixar vivo ? - Para um detentor evoluir seu VOG era preciso tomar o de outros que sejam do mesmo tipo e absorver ou contar com a sorte para achar. Assim seu próprio VOG fica mais forte e pode receber mais poderes do mesmo tipo.

  - Você acha que poderia ser por eu ainda ser um beta ? - Com cada VOG tendo seu nível, detentores alfas que tomam VOG alfas evoluem mais rápido e mais alto, mas claro, caso consiga 10 VOG de nível beta é possível se defender e/ou fugir de detentores omega.

  Apesar do nível do VOG ser um ponto a se considerar, é só uma parte. O nível do VOG, usuário e tipo de VOG s?o essenciais para um bom detentor.

  - Vamos fazer o que agora ? N?o precisamos mais procurar. - Doam perguntou.

  - N?o sabemos quanto tempo ela vai demorar para a achar, vamos tentar encontrar primeiro. - Ambos saíram do restaurante depois de pagar e foram ao centro da cidade perguntando aos cidad?os regularmente o caminho correto.

  Logo viram uma placa, "pra?a principal de flora", assim que passaram pela placa perceberam o motivo do nome, havia diversas lojas que vendiam flores, buques, potes com plantas para decora??o e diversos tipos diferentes de flores. Dentre todas a que mais chamava aten??o era uma brilhante, ela emitia uma leve aura branca ao seu redor e brilhava, parecia uma rosa com pétalas brancas enquanto pingava um líquido dourado.

  - Com licen?a, que tipo de flor seria essa ? - Doam se aproximou da loja mais próxima que vendia essa flor e perguntou.

  Uma jovem apareceu, parecia ter algo entre 15 e 18 anos, ela cuidava da loja enquanto sua m?e estava fora.

  - Ela é a representa??o do senhor na terra. - Ela se referia a Divindade em que a popula??o de Solarion acreditava, deus da luz, purifica??o e sagrado. - Você n?o é daqui é ? o único motivo de você n?o a conhecer seria esse. -

  - Vou continuar o caminho, nos encontraremos na pra?a em 2 horas. - Disse Marcus enquanto continuava a caminhar pela pra?a.

  - N?o sou daqui, vim de Asthorn. - Doam informou a vendedora, eles continuaram conversando sobre a flor por um tempo. A jovem come?ou a contar sobre a lenda da flor.

  Ela o informou que as lendas diziam que o senhor aben?oou a flor, tornando-a sagrada e pura e ela se tornou a sua representa??o na terra. Prova do amor do senhor por nós, meros e falhos mortais. Ela sorria, demonstrando sua fé e devo??o a seu senhor.

  Com tudo que havia acontecido com ele, n?o havia prestado muita aten??o a esses meros detalhes, mas depois de descobrir, come?ou a perceber, a imagem dessa flor estava por todo lugar que ele passou, mas n?o no hotel.

  - No hotel em que estava n?o há essa flor nem sua imagem. - a mulher respondeu - Provavelmente n?o s?o nacionais de Solarion, s?o pessoas que vieram de outros continentes, como tem sua própria fé, n?o usam a representa??o de outra divindade, pobres tolos. - Doam ficou intrigado e perguntou a jovem - Porque "pobres tolos" ? -

  - como as pessoas que n?o acreditam no senhor n?o seriam tolas? - A jovem era uma crente devota do deus do sol.

  - Você já saiu de solarion alguma vez ? - Perguntou Doam, vendo como a jovem afirmou que para se ter prosperidade, felicidade e amor deveria acreditar no deus do sol, mesmo que n?o com as palavras certas.

  - Sei o que deve estar pensando... mas você só me entenderia se também acreditasse no senhor - A conversa se seguiu normalmente nesse tema, a fé da garota e o "ateu" Doam.

  Em uma outra rua próxima a pra?a.

  As pessoas iam e vinham de diversos lugares, crian?as brincavam na rua. M?es chamavam seus filhos na rua para comer, era um clima alegre, diferente de onde Marcus estava, que as crian?as na rua roubavam, havia mendigos em vários locais, seus pais estavam ocupados tentando p?r p?o na mesa. Muitos levavam seus filhos para ajudar no trabalho e ganharem mais dinheiro, era o contraste perfeito dos dois extremos da mesma moeda.

  - Que contraditório... - Sussurrou Marcus enquanto caminhava e procurava coisas suspeitas.

  Ele percebeu que a flor havia diferen?as, uma imagem era só as pétalas da flor e a outra era seu caule e raiz, ele ficou encarando por um tempo quando um homem velho apareceu e disse.

  - Bonito né ? você sabe o que significa ? - disse o senhor. Ao olhar para o velho senhor, Marcus ficou surpreso ao perceber que era o mesmo que alimentava os pássaros.

  - N?o sei, você poderia me dizer ? - Marcus estava curioso. - é claro, as pétalas representam a igreja, a fé e a compaix?o do senhor, o caule representa a for?a, os punidores do pecado, por isso as raízes, significando o "pé no ch?o" do senhor. Um contraste entre um que é místico e outro físico mas ambos têm a mesma origem. - o velho contou sua própria interpreta??o e continuou - Tanto que o caule com as raízes representa o império, aquele que pune e as pétalas a igreja, aquele que perdoa e salva. - o velho sorriu para Dom esperando sua opini?o.

  - Entendo, é realmente perfeito e preciso a imagem com seus significados, você fala como alguém sábio e experiente. - Ele falou pro velho enquanto olhava as imagens e percebendo que o velho estava quieto se virou e olhou pro lado.

  o velho estava de volta a seu estado de antes, onde n?o falava.

  - Que situa??o triste, parece ter lapsos de racionalidade às vezes. - Marcus sorriu e disse - Seria sua fé ? - divertido, ele seguiu seu caminho e parou em uma fonte. - Notei que você tem andado ao redor da pra?a ? é um turista ? - Dessa vez foi uma crian?a quem apareceu, ele achou as pessoas de Solarion bem comunicativas, elas iniciam conversam e s?o fáceis de conversar.

  Ele se lembrou de seu período em Asthorn, tinha acabado de chegar ao continente e estava na capital Burn, perguntava às pessoas sobre lugares para ficar e as pessoas o ignoravam, n?o por arrogancia, mas por estarem com pressa, por conta da rigidez as pessoas era formais e profissionais, n?o paravam sua caminhada e os que paravam respondiam rápido e já voltavam para sua rotina. Essa era sua percep??o dos lugares em que frequentou, que foi de pobres, mendigos e trabalhadores.

  ao voltar de seu pequeno transe.

  - Sim, nunca visitei o continente e achei uma bela pra?a. - Marcus continuou conversando com a crian?a enquanto as pessoas passavam e olhavam pra ele.

  - Ele é maluco ? - disse um dos cidad?os que passaram por ele. - Coitado, parece ter doen?as mentais. Que Deus o aben?oe - disse outro cidad?o. Todos que passavam por ele faziam um comentário parecido, sem saber o porquê. Quando a crian?a disse. - Provavelmente é por você estar falando sozinho. - Naquele momento um arrepio passou por ele, que estreitou os olhos. a crian?a voltou a dizer. - Estarei com sua resposta em 2 semanas, ela n?o está nessa cidade. - Quando Dom olhou para a crian?a, ela sorriu e desapareceu da mesma forma que antes.

  - Desde quando? desde o velho? ou antes?. - Ele se sentiu completamente impotente. Ela era capaz de se aproximar dele e conversar com ele sem que percebesse ou suspeitasse de algo. Sentindo-se fraco e indefeso, suas m?os tremiam, seu cora??o acelerado, sua mente e vis?o emba?adas.

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