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11. Ecos nas Minas

  Boa tarde, meus fiéis leitores, ou talvez curiosos que trope?aram por acaso e decidiram ficar ??

  Como prometido (ou quase, já que pontualidade nunca foi meu dom), aqui está o Capítulo 11.

  Dessa vez, seguimos Shade, Kairn e Morwen (viajante) descendo para um dos lugares mais antigos e estranhos do continente: as minas de sigillis.

  Lugar onde o ar canta, os cristais opinam e a sanidade… tira férias.

  As escadas que levavam às antigas minas rangiam sob os pés de Shade, Kairn e Morwen, liberando um aroma misto de pedra úmida, metal e fuma?a antiga.

  O ar mudava conforme desciam: da umidade terrosa para um metal adocicado, depois para um calor pregui?oso que fazia os pelos do bra?o se arrepiarem.

  O bico de Shade zumbia levemente, como se já tivesse ouvido aquela música antes. Uma can??o silenciosa e invisível preenchia a passagem.

  Morwen murmurava respostas para ninguém, como se o ar discutisse com ela. Kairn, sempre atento, tentava equilibrar respeito e preocupa??o ao observar a tia. Shade, por outro lado, percebia a can??o dos cristais n?o com os ouvidos, mas com o corpo. Cada cristal tinha uma vibra??o própria:

  os luminosos emitiam tons agudos e... Fofos?;

  os explosivos, graves e intensivos;

  e os sonoros criavam padr?es harm?nicos intensos.

  No centro de tudo, o sigillis... perfeito: grande, negro, silencioso. Um cora??o que guardava tudo, mas n?o exigia nada.

  — “Você sente isso?”

  perguntou Kairn, voz baixa.

  Shade apenas assentiu, sentindo o corpo vibrar junto com a mina.

  Morwen respondeu com frases desconexas:

  If you encounter this narrative on Amazon, note that it's taken without the author's consent. Report it.

  — “Eles debatem. Um quer brilhar mais. Outro quer explodir. Há sempre um que insiste em guardar. Eles me chamam pra opinar.”

  Os olhos dela brilhavam, e Shade teve que conter o riso, como se rir fosse insultar a própria sanidade da mina.

  Mais adiante, o grupo percebeu passagens laterais escondidas como pregas numa bolsa antiga. Morwen, logo ent?o, adentrou uma dessas passagens com uma porta de pedra com uma fechadura simples. Trancou-a.

  Shade avistou aquilo e ficou curiosa, logo ent?o, observou por dentro da fechadura

  O que viu foi t?o chocante quanto c?mico: Morwen sentada diante de uma mesa coberta de pó multicolorido de sigillis, desenhando círculos perfeitos e depois mergulhando o rosto neles.

  Quando ergueu a cabe?a, o pó havia sumido.

  Morwen fungou com for?a, satisfeita, como se tivesse participado de um debate cósmico só dela.

  — AHH PORRA! *Fungada*

  — OHHH EH PORRA! *Fungada*

  Shade ficou imóvel, entre o choque e a vontade de rir. Logo após, Morwen destranca e sai pela porta, com a cara branca, ao invés do vermelho tradicional dela.

  Kairn chegou logo depois, arqueando uma sobrancelha.

  — “N?o me diga que a tia fez isso de novo... ;-;”

  Morwen sorriu, como quem diz: ‘Sim, e é óbvio.’

  Shade apenas suspirou.

  Mesmo com a cena absurda, a mina mantinha sua seriedade. Os cristais vibravam, cada um reagindo à presen?a dos intrusos.

  Na camara principal, o sigillis perfeito os esperava.

  Shade aproximou-se. O cristal nada emitia, nem som, nem luz. Mas uma vibra??o sutil percorreu seu corpo. N?o havia comando, nem destino; apenas reconhecimento.

  Morwen, ainda em transe, murmurava sobre vozes e ética mineral.

  Kairn andava em círculos, ancorando a tia na realidade.

  Shade pousou a m?o sobre o sigillis.

  Uma vibra??o curta percorreu seus dedos, despertando algo íntimo.

  N?o era magia, nem profecia, apenas uma afinidade silenciosa.

  A mina parecia responder a ela, n?o por escolha divina, mas por acaso.

  Como uma fechadura antiga que aceita uma chave estranha, só porque o encaixe é… curioso...

  Ao saírem, Shade sentiu que o sigillis havia reagido, n?o pedindo nada, apenas reconhecendo-a.

  Morwen seguia absorta em seu “podcast cósmico”, Kairn atento a cada passo, e Shade caminhava em silêncio, refletindo sobre o qu?o imprevisível, engra?ada e estranhamente viva aquela mina era.

  A música dos cristais continuava, vibra??es, explos?es contidas e harmonias, lembrando-os de que aquele lugar respondia apenas a quem ousava escutá-lo.

  E, naquele instante, Shade era a única que realmente ouvia.

  ??? Gostaram? Acham que o sigillis perfeito escolheu Shade de propósito ou foi só um acaso?

  Deixem nos comentários suas teorias — prometo n?o demorar (muito, juro ??) pra parte seguinte.

  Confesso que planejar este capítulo foi um barato, soltar o humor assim sem regras… Eu n?o gostei, eu asmei

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